Eu olhava a cidade sempre iluminada. Olhar Socire City de cima de um telhado era bastante animador enquanto as aulas não começavam. Eu só precisava sair pela janela do quarto com a prancha e voar até aqui. SC (como a abreviávamos) realmente nunca dormia. Ouvi falar de várias cidadesde séculos atrás que também eram assim, sempre movimentadas. Sinceramente, eu nunca acompanhei o curso dessa cidade. Sempre fui lenta demais para uma cidade onde as pessoas nunca param. A tecnologia me ajuda bastante. No passado, as pessoas tinham bem mais dificuldade em fazer as coisas que nós fazemos hoje. Primeiro, a maioria das pessoas não tinha cartão de crédio. Nos tempos atuais, as pessoas ganham seu primeiro cartão aos nove anos, para poderem inserí-los no lugar ceri em seus dormitórios e poderem pagar pelo que quiserem. Claro, as operações também evoluíram, embora quase ninguém mais precise de uma. Fazemos uma operação definitiva ao completarmos seis anos. Nosso corpo é modificado para crescer saudável e bonito pro resto da vida. A pessoa pode nascer bem feia, mas aos seis anos ela simplesmente fica bonita, após a cirurgia. Poucos foram os casos que deram errado. O meu deu certo. Sou uma menina bonita de 15 anos, que não se importa com as superficialidades do mundo. Se eu pudesse, simplesmente reinstalava alguns brinquedos da população antiga e me divertia! Coisas como montanhas russas, rodas gigantes ou barcas não existem mais. Eles acham desnecessário, já que de aniversário de 12 anos todos ganhamos uma prancha tecnológica que flutua, e que tem inteligência semi-humana capaz de decorar seu nome, casa, cidade, e de receber seus comandos por um dispositivo que colocamos no ouvido. A verdade é que, nos dias atuais, todos são muito adultos. Acho que além de min, só conheço duas pessoas que são tremendos crianções. Eles combinaram de me encontrar nesse telhado às duas da manhã. Eram una e cinquenta e cinco. Eu sabia que eles eram pontuais. Íamos para longe, algum lugar próximo às antigas civilizações, onde havia um antigo parque que tinha montanha russa (nem, os trilhos dela) e outros brinquedos maneiros que se conservaram graças ao aço. Aproveitei os cinco minutos restantes para progamar meu celular/chave do dormitório para alguns dias de viagem.
- Corpos quentes se aproximando, senhora. - Disse a voz feminina que escolhi para Britt, minha prancha. Olhei para cima. Eram eles. Realmente, duas horas em ponto. Quando eles pousaram, vieram sorrindo para mim.
- E aí, Tess? Tá pronta? - Diz minha amiga, Sophie, com uma roupa preta igual à minha.
- Sim. E você, Joe? - Ele estava igualmente vestido de preto, e sorrindo.
- Pronto, madames.
- Então vamos. - Pegamos o resto das coisas necessárias e saímos de prancha. Era uma sensação incrível. Só não tão incrível quanto finalmente deixar Socire City para trás.









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